Mostrando postagens com marcador Consultoria Interna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Consultoria Interna. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Consultoria interna discussões a respeito do modelo - Parte II


Algumas premissas precisam estar presentes para uma atuação mais estratégica do consultor interno. Seguem três pontos para reflexão: o perfil do consultor interno, a contrapartida da organização e o alinhamento dos consultores internos.

Por parte do profissional, este precisa apresentar e/ou desenvolver um perfil de maior pró-atividade, com habilidade de negociação e comunicação, escuta ativa, capacidade analítica, saber gerar diagnósticos, atuar como um coach do gestor a fim de facilitar a aprendizagem de problemáticas vividas no trabalho, estar disposto à investir tempo para conhecer e entender o negócio da empresa, suas estratégias e metas, além claro, de gestão de pessoas, mantendo-se atualizado nestas temáticas. 
Será necessário investir na relação com seus clientes internos, ou seja, os gestores. Talvez aqui esteja o maior desafio: lidar com pessoas numa relação bastante próxima a fim de auxiliar nas problemáticas vividas no contexto de gestão destes líderes.      

Sinto dizer, mas será necessário paciência, controle emocional, viver momentos de estresse, lidar com vaidades, relações de poder, entre outros. Este também não é um perfil único. Cada organização ou momento organizacional terá um contexto diferente e, por isso, exigências diferentes. 

Gosto de pensar no consultor como um pesquisador do negócio do qual ele faz parte, dos processos de gestão de pessoas, mas também do cenário dos seus parceiros gestores de área. Quanto mais próximo da realidade dos seus clientes, mais poderá auxiliar nas demandas destes.

Como contra partida da organização, precisa haver clareza do modelo de consultoria interna, bem como do papel dos consultores, preocupar-se em oferecer à eles conhecimento à respeito da organização, cenário interno e externo do negócio e respaldo para exercer suas atividades junto as lideranças de forma mais ativa. Em situação ideal, este profissional deve participar de processos estratégicos da empresa, tais como estabelecimento de metas organizacionais, objetivos estratégicos, redimensionamento de áreas, entre outros aspectos que podem facilitar o aprendizado estratégico do consultor, mas que também o consultor poderá contribuir com informações relevantes para estes mesmos processos. Tão mais estratégico ele será se desenvolvido na lógica do negócio, práticas de coaching ou negociação, por exemplo. 

Por fim o terceiro ponto é o alinhamento entre os consultores internos. A equipe precisa ter clareza do papel a desempenhar, fazer trocas e compartilhar experiências dentro deste grupo que trabalha com sigilo e ética, a fim de amadurecer o formato de consultoria que vai ser apresentado. 

Estas trocas ajudam os consultores a enriquecer o conhecimento a respeito da organização e, num contexto mais amplo, a respeito de práticas de gestão de pessoas. Pensar que o que funcionou com um gestor pode servir à outro e/ou simplesmente agregar novas idéias. Cada consultor tem seu estilo pessoal de trabalho, mas o modelo de consultoria interna a ser apresentado deve ser único. É importante que os líderes possam fazer uma leitura do que define a consultoria interna na sua organização, ou seja, de que forma a consultoria trabalha e o que oferece a fim de que possam se sentir seguros para serem os parceiros de seus respectivos consultores.


Desta forma penso que desenvolvimento do perfil do consultor, a contrapartida da organização e alinhamento da equipe podem ser responsáveis pelo sucesso do modelo de consultoria interna e este, por fim, oferecer a organização um modelo efetivamente estratégico onde o lugar do consultor interno não seja nem atrás, nem na frente do gestor, mas ao seu lado.   

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Consultoria interna discussões a respeito do modelo - Parte I


  


Para Block (2013) a essência do trabalho do consultor na consultoria interna é dar apoio ou suporte a indivíduos ou organizações, entendendo que o consultor é a pessoa que possui certa influência sobre um indivíduo, um grupo ou uma organização, mas que por outro lado não tem o poder direto para efetuar mudanças ou implementar programas.

Para Orlinckas (1999) a consultoria interna de RH é um processo que exige que cada profissional de RH, dentro de uma estrutura organizacional, atue de forma multidisciplinar. Este tipo de perfil generalista da área serve como um link entre cliente interno e o recursos humanos corporativo. O principal objetivo de implantação deste modelo é descentralização.  

As definições do modelo de consultoria interna são variadas, mas não exatamente diferentes. Elas se complementam e/ou contemplam um contexto específico. Então, para começo de discussão entendo que não há um modelo único para todas as organizações. A proposta para um modelo de consultoria interna embora não seja algo tão novo, em boa parte das empresas, ainda está em processo de amadurecimento. O RH segue migrando aos poucos neste caminho originalmente departamentalizado.

Encontramos empresas com um modelo de consultoria interna adotada, mas que a prática ainda está longe de estar consolidada. Isso não é exatamente um problema, pois podemos olhar no sentido do início de um caminho.    

A efetividade da prática deste modelo está relacionada ao nível de maturidade das partes da organização envolvidas no processo: principalmente gestores das áreas de negócio, consultores internos, gerentes de RH e alta direção.

A partir da vivência como consultora interna e através de trocas com outros profissionais da área de diferentes empresas, penso que o papel do consultor interno parece tender, por vezes, para atividades mais operacionais e, em outras, para atividades efetivamente mais estratégicas.

Alguns parecem exercer atividades com um foco maior na operação. Nestes casos, o papel deste profissional não está claro tendendo a exercer uma posição mais passiva e pouco crítica junto aos gestores. Ao invés de atuar como consultor passa boa parte do tempo coletando solicitações demandadas ao RH. Embora esteja encurtando o caminho destes processos, nem sempre se está efetuando a melhor opção ou solução para a demanda do gestor. Podemos encontrar estes consultores sobrecarregados de tarefas operacionais passando a maior parte do tempo dentro do próprio setor.

Por outro lado também encontramos outros profissionais atuando num sentido mais estratégico para o negócio e com uma ação mais ativa junto aos gestores. Nestes casos o consultor e demais partes do processo tem clareza do papel deste profissional e há maior espaço para que ele atue como parceiro do gestor. Ao invés de somente receber solicitações, pratica uma escuta ativa e pode junto ao gestor antecipar situações, pensar novas alternativas e numa posição mais próxima de um Coach, ensinar o gestor a respeito de práticas de gestão de pessoas a fim de gerar aprendizado para uma próxima situação semelhante.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Importância dos cursos de desenvolvimento


É grande a concorrência no mercado de trabalho atual. É preciso cada vez mais pessoas qualificadas que buscam cursos e treinamentos para aprimorar o seu conhecimento. Durante os três anos de existência da 3UP Talentos, nossa empresa já ministrou diversos cursos, entre eles: The Coaching Clinic, Consultoria Interna em Gestão de Pessoas e Líder de Si. Cursos que ajudam a construir um plano de desenvolvimento que promova a alavancagem na carreira profissional.

“Participar deste curso foi uma experiência muito enriquecedora, método prático com vários casos que possibilitam colocar em prática as lições aprendidas. Me surpreendi com a minha evolução em dois dias de treinamento, o crescimento entre o primeiro e o último exercício foi muito satisfatório”, revelou Andrea Spessato Schuch  da UNIMED PoA que participou do curso The Coaching Clinic ministrado por Kátia Magni.

A intensa competitividade fez com que aumentasse a preocupação em manter os funcionários atualizados e mais preparados para o mercado, pois além de capacitá-los, as organizações se beneficiam trazendo para si o que há de mais novo.

Investir no desenvolvimento dos funcionários certamente será investir no crescimento da empresa, uma vez que ter pessoas qualificadas trabalhando na empresa, significa pessoas satisfeitas, eficientes e com confiança em seu trabalho.

A 3UP Talentos irá realizar o curso The Coaching Clinic nos dias 18 e 19 de março. Aproveite e inscreva-se! Não perca a chance! Acesse: www.3uptalentos.com.br.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O que significa o termo Business Partner para um Consultor Interno de Recursos Humanos?


Segundo a reportagem da VOCÊ RH, edição 27, as empresas ainda patinam ao definir o papel do consultor interno na estrutura de RH.

O termo Business Partner (BP = parceiro de negócios) foi lançado por David Ulrich no livro Human Resource Champions (1998), como definição para o profissional de RH que atua como um parceiro que ajuda o empresário a realizar metas empresariais.

Segundo Ulrich (1998), para tornar-se um parceiro estratégico é necessário superar cinco desafios:

1. Aplicar planos estratégicos, ou seja, transformar as declarações estratégicas em um conjunto de ações organizacionais;

2. Criar um placar equilibrado significa atender satisfatoriamente aos diversos públicos de clientes: investidores, consumidores e funcionários.

3. Ajustar os planos de RH aos empresariais resulta num planejamento integrado no qual destaca ações de RH prioritárias para a obtenção de resultados que atendam as diretrizes organizacionais.

4. Precaver-se contra consertos rápidos, ou seja, evitar a realização de atividades isoladas para resolver determinados problemas, sem analisar como essas ações contribuem ou atrapalham o todo da estratégia organizacional.

5. Criar na empresa um foco de capacitação, pois com pessoas qualificadas fica mais fácil esclarecer, criar e definir como as estratégias podem ser aplicadas na empresa.

A proposta de Ulrich é criar na figura do consultor interno de RH um parceiro de negócio que possa mensurar, comprometer e responsabilizar-se pelos resultados de desempenho organizacional.

Referências:
SENDIN, Tatiana (2013). Business partner – Longe do Mundo Ideal. Revista Você RH, edição 27, Jul/ago/set 2013, p. 28.

ULRICH, David. Os campeões de recursos humanos: inovando para obter melhores resultados. São Paulo: Futura: 1998.

Venha participar do curso de Consultoria Interna de Recursos Humanos da 3uptalentos e conheça modelos de empresas que adotaram o papel do Business Partner como um parceiro para a empresa.

Será uma alegria tê-lo conosco!

Kátia Magni
3uptalentos