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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Compartilhando Conhecimento - Santina Cardoso Leal

Em A Carícia Essencial aprendi que gestos podem mudar muito mais que um momento, em muitos casos pode mudar a vida de alguém. Somos o substrato de nossas experiências, de nossas crenças, fomos criados com conceitos e pré-conceitos estabelecidos pela sociedade ou pelos nossos educadores (pais, professores, babas, avos, etc.), todos com suas bagagens de “eficiência/deficiência”, e assim continuamos nosso caminho transmitindo aquilo que aprendemos.

Mas como o ser humano tem a capacidade de pensar, refletir, pesar e principalmente de mudar, encontramos a porta aberta para uma nova experiência e para isso poderemos contar com o apoio de livros, psicólogos, parentes, amigos e uma vasta gama de opções. Quando iniciei a leitura do livro deduzi que poderia facilmente aplicar as dicas em minha vida pessoal e profissional, mas na prática é mais complicado, percebi que as pessoas levam um tempo para se acostumar com o estímulo positivo, com o carinho, com a atenção, estamos tão acostumados a ver interesses, manipulação, a busca constante por posição que no momento em que alguém age de forma diferente levamos um “choque”, logo pensamos “esta querendo alguma coisa de mim.”
 
Quando temos um objetivo é essencial termos disciplina, pois somos testados initerruptamente, para conquistarmos uma nova etapa em nossas vidas a dedicação terá que ser firme e este livro A Carícia Essencial nos conduz neste novo nível de vivencia, eu percebi que meu trabalho deve ser tratado com carinho e atenção, assim como as pessoas que comigo desenvolvem esta tarefa, com tempo começamos a colher os frutos desta nova atitude, verificamos que nossos colegas sorriem mais, nosso trabalho passa a ser mais leve, temos mais produtividade e menos estresses.

Como profissional vejo que muitas situações que antigamente via como um fardo, agora encaro como uma oportunidade de mostrar meus talentos, minhas habilidades, de fazer melhor do que antes, e isso nos trás uma satisfação pessoal e profissional muito boa, quando faço uma analise de meu progresso sinto-me muito bem com as atitudes que resolvi adotar, apesar das dificuldades iniciais e do forte desejo de não seguir adiante, de não sair de minha zona de conforto em que já me encontrava estabelecida.

Com certeza podemos mudar nossos paradigmas, construir novos modelos, o mais difícil é o comprometimento com a mudança, mas quando ela ocorre nosso legado passa a ter um valor imensurável, e o melhor de todos é a satisfação interior, que nos faz seguir em frente sempre querendo mais e melhor.

Santina Cardoso Leal

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quais são as suas armaduras?


Um cavaleiro achava que era uma pessoa bondosa, gentil e amorosa, pois fazia tudo para ser reconhecido assim. Lutava contra inimigos, salvava donzelas e matava dragões.

Sua esposa e filho pouco o viam, pois estava sempre em batalhas ou experimentando e admirando o lustre da sua armadura. Com o passar do tempo, o cavaleiro passou a usa-la para jantar e dormir. Sua família passou a lembrar da fisionomia dele, apenas pelas fotos que tinha antes de fazer da armadura sua fiel companheira.

Até que sua esposa o ameaçou de ir embora, caso não tirasse aquela armadura. Apesar de ele acreditar que deveria usá-la para proteger sua família e estar pronto para as batalhas, seu medo de perder a família foi maior, e logo ele quis tirá-la do seu corpo. Qual foi a surpresa? A armadura estava colada nele e mesmo depois de diversas tentativas para arrancá-la do corpo, não foi possível.

Em uma das discussões com a sua esposa, ele afirmou que se ficou preso na armadura não foi por culpa dele e sim pela necessidade de defender as pessoas, conseguir castelos e cavalos para a família. Foi então que ela disse: você fez isso por você mesmo!

Angustiado, o cavaleiro foi atrás do mago Merlin, no qual o ajudaria a livrar-se da armadura. Sua busca pelo sábio nas muitas florestas o fez perceber que desconhecia tantas coisas, e que não sabia nem diferenciar frutos comestíveis ou venenosos. Ao tentar beber água quase afogou- se, pois seu elmo encheu-se d'água. Após meses na procura pelo sábio, sentiu-se desanimado, fraco e, nesse dia, foi que encontrou o Merlin.

A primeira fala do sábio foi: uma pessoa não pode fugir e aprender ao mesmo tempo. Ela precisa permanecer algum tempo no mesmo lugar. 

A segunda reflexão de Merlin foi uma pergunta: se você era realmente bondoso, gentil e amoroso, por que precisava provar isso?

O terceiro questionamento feito ao cavaleiro foi: Por que você sempre busca nos outros as respostas as suas perguntas?

Alguns aprendizados do cavaleiro?

1. O caminho da verdade será aprender a amar a si mesmo. Para tudo isso, sua primeira recomendação é que você precisa aprender a se conhecer.

2. Quando você aprender a aceitar em vez de ter expectativas, seus desapontamentos serão menores, e dessa forma, sofrerá menos.

3. No castelo do silêncio ele se deu conta que sempre teve medo de ficar sozinho. E logo percebeu que perdera tempo falando sobre o que tinha feito e o que iria fazer. Nunca desfrutara o que realmente estava acontecendo.

O cavaleiro fez algo que nunca havia feito antes. Sentou-se tranquilo e ouviu o silêncio. Percebeu que nunca tinha ouvido ninguém, nem o sussurro do vento, a chuva, o som dos rios. Também não ouvira sua mulher e seu filho.

Na sua busca pelo autoconhecimento, o cavaleiro viu uma placa que dizia: “O conhecimento é a luz através da qual você encontrará seu caminho”.

Esse texto reflete um pedacinho dessa linda obra. É simplesmente uma história que provoca muitas reflexões. Esse livro foi o meu companheiro de viagem durante o retorno de Catalão/GO.

Quero agradecer ao Presidente de uma grande e admirável empresa, que, generosamente, me deu esse presente, na semana da minha viagem.

Eu curti e convido você também a curtir e compartilhar com os seus amigos, essa linda fábula.

A todos, uma boa leitura e um grande abraço!
Katia Magni